8 Membros do Yoga: Revelando o Caminho para a Autodescoberta 🪷

Por Alex Pervov · 13 June 2024 · 12 min de leitura

8 Limbs of Yoga: Unveiling the Path to Self-Discovery 🪷 - SHAMTAM

A maioria de nós chega ao yoga através do corpo — um tapete desenrolado numa sala tranquila, uma postura mantida até a respiração se estabilizar. Contudo, a tradição guarda algo mais amplo por trás dessas posturas: uma forma inteira de prestar atenção, de viver o dia com um pouco mais de cuidado. O mapa para isso é antigo e gentil. Não exige tudo de si de uma só vez.

O yoga vai muito além do exercício físico. O seu coração mais antigo vive nos oito membros do yoga, estabelecidos nos Yoga Sutras de Patanjali. Este caminho óctuplo — Ashtanga, do sânscrito ashta (oito) e anga (membros) — reúne toda a prática numa forma tranquila, sendo o corpo apenas a sua primeira porta.

Os oito membros do yoga

Os oito membros oferecem uma estrutura para um crescimento constante, interior e exterior. Não são degraus a subir por ordem, mas partes de um ser vivo — para explorar e integrar numa vida ao longo do tempo. Pense nas posturas que a maioria de nós conhece primeiro como a entrada, não a casa inteira.

  1. Yama (padrões éticos). Os princípios que orientam a forma como nos relacionamos com o mundo à nossa volta — não violência (ahimsa), veracidade (satya), não roubar (asteya), uso correto da energia e autocontrolo (brahmacharya) e não possessividade (aparigraha).
  2. Niyama (observâncias pessoais). As práticas que cultivam a disciplina interior e o auto-respeito — limpeza (saucha), contentamento (santosha), esforço disciplinado (tapas), autoestudo (svadhyaya) e entrega a um propósito superior (Ishvara Pranidhana).
  3. Asana (posturas). O aspeto do yoga mais familiar no Ocidente — posturas físicas que estabilizam o corpo, aliviam-no e preparam-no para a meditação sentada.
  4. Pranayama (prática da respiração). Trabalhar com a respiração, reconhecendo o quão intimamente está ligada ao nosso estado mental e emocional.
  5. Pratyahara (retirada dos sentidos). Voltar os sentidos para dentro, afastando-os do atrativo dos estímulos externos.
  6. Dharana (concentração). Reunir a atenção num único ponto — a respiração, um mantra, um objeto — e mantê-la.
  7. Dhyana (meditação). Um estado de absorção tranquila e sem esforço, onde a mente se acalma.
  8. Samadhi (absorção). No quadro de Patanjali, o membro para o qual o caminho se dirige — uma profunda quietude em que o habitual sentido de separação desaparece.

O contexto histórico dos oito membros

Os oito membros foram estabelecidos por Maharishi Patanjali no seu texto seminal, os Yoga Sutras, geralmente datados de cerca de 400 d.C.. A palavra sutra significa 'enfiar ou tecer', uma pista sobre como estes aproximadamente 195 a 196 aforismos — ditos curtos e densos — se interligam para formar uma filosofia completa.

Os Yoga Sutras dividem-se em quatro secções. A segunda, Sadhana Pada (o livro da prática espiritual), enumera os oito membros no Sutra 2.29. Patanjali oferece o caminho óctuplo como uma forma de aliviar o sofrimento humano e avançar para a autorrealização. A tradição descreve os estágios mais profundos desse movimento em fases próprias: uma primeira absorção (savikalpa, ou samprajnata samadhi) que ainda mantém um sentido tranquilo de sujeito e objeto, abrindo-se para uma absorção mais completa (nirvikalpa, ou asamprajnata samadhi), com kaivalya — libertação — nomeada como o fim declarado do caminho.

O sânscrito original para os oito membros, conforme citado no Sutra 2.29, diz:

यमनियमासनप्राणायामप्रत्याहारधारणाध्यानसमाधयोऽष्टावङ्गानि ॥ २.२९॥
(Yama niyama asana pranayama pratyahara dharana dhyana samadhi ashtau angani || 2.29 ||)

Juntos, estes oito membros são descritos como cultivando uma mente, corpo e espírito mais harmoniosos, atraindo o praticante para um sentido estabilizado de bem-estar e liberdade.

Uma cena ilustrada do sábio Patanjali e um antigo manuscrito em folha de palmeira, evocando a codificação dos oito membros do yoga nos Yoga Sutras

Yama — padrões éticos

O caminho iogue começa, na tradição, com Yama: os princípios éticos que moldam a forma como nos relacionamos com o mundo à nossa volta. Estes são menos uma lista de regras do que um modo de conduta no qual se cresce. Yama convida a uma disciplina interior constante, um desdobrar em vez de uma exigência, pedindo-nos que encarnemos valores como:

  • Ahimsa (अहिंसा). Não violência e compaixão no pensamento, palavra e ação.
  • Satya (सत्य). Veracidade e honestidade na forma como falamos e lidamos com os outros.
  • Asteya (अस्तेय). Não roubar — não apenas posses, mas também tempo, energia e ideias.
  • Brahmacharya (ब्रह्मचर्य). Classicamente, continência e o uso correto da energia vital; hoje em dia praticado como moderação e autocontrolo dos sentidos.
  • Aparigraha (अपरिग्रह). Não ganância e não apego — encontrar contentamento com o que temos, sem acumular sem fim.

Niyama — observâncias pessoais

Niyama, o segundo membro, volta a atenção para dentro, para observâncias pessoais que refinam o carácter e a determinação. Onde Yama olha para fora, Niyama olha para dentro. Os cinco Niyamas são:

  • Saucha (शौच). Limpeza — do corpo, mas também da mente e da fala.
  • Santosha (संतोष). Contentamento — encontrar facilidade no que é, e apreciar o momento presente.
  • Tapas (तपस्). Esforço disciplinado e perseverança — o calor do compromisso constante.
  • Svadhyaya (स्वाध्याय). Autoestudo — ler os textos, refletir sobre os próprios pensamentos e ações, conhecer-se a si mesmo de forma mais honesta.
  • Ishvara Pranidhana (ईश्वरप्रणिधान). No texto, entrega ao divino — interpretado amplamente como um poder superior, um propósito mais profundo, ou simplesmente deixar ir a necessidade de controlar.

Niyama é um trabalho silencioso e diário. Muitas pessoas acham que manter um diário para autoestudo e reflexão dá a Svadhyaya um lugar para existir — um espaço para notar o que se repete e o que muda.

Asana — posturas físicas

Asana, a face mais reconhecível do yoga no Ocidente, é a prática das posturas físicas. A palavra vem do sânscrito para 'assento', e originalmente referia-se a uma postura sentada estável — um corpo suficientemente tranquilo para sentar e respirar.

Muitas posturas são adequadas para a meditação, mas o coração do asana é encontrar uma — Sthira Sukhasana — que permita estar estável, confortável e imóvel. Uma almofada estável para sentar pode fazer a diferença entre sentar e sentar confortavelmente — e essa pequena diferença é muitas vezes o que decide se voltará a sentar amanhã.

Num nível mais profundo, asana trata de unir mente, corpo e respiração num só. Ao manter uma postura, a atenção move-se da superfície do corpo para algo mais calmo por dentro.

Vale lembrar que asana é apenas um dos oito membros. Oferece muito por si só — mas na tradição, a transformação mais completa é dita vir do trabalho com todos os oito juntos.

Pranayama — prática da respiração

Pranayama, o quarto membro, trabalha com a respiração. A palavra deriva de duas raízes sânscritas: prana, que significa 'respiração' ou 'força vital', e ayama, que significa 'extensão' ou 'regulação'.

A respiração está próxima da mente. O pranayama reconhece essa ligação e trabalha com ela suavemente — e na tradição, regular a respiração é dito trazer calma, foco e uma estabilidade serena. Muitas pessoas gostam de perfumar o ar primeiro, talvez com algumas gotas de óleo essencial para a prática da respiração, para que os sentidos saibam que é hora de abrandar.

Existem muitas técnicas, cada uma com o seu próprio carácter. Algumas das mais comuns incluem:

  • Ujjayi Pranayama (respiração vitoriosa). Um ligeiro estreitamento da garganta cria um som suave, semelhante ao do oceano, em cada inspiração e expiração.
  • Nadi Shodhana (respiração alternada pelas narinas). Respirar por uma narina de cada vez; na tradição, diz-se que isso traz equilíbrio entre os dois lados.
  • Kapalbhati (respiração que ilumina o crânio). Uma técnica mais vigorosa de expirações rápidas e fortes seguidas de inspirações passivas.

Os praticantes descrevem o pranayama como uma forma de acalmar a mente e estabilizar a energia. Trabalhando com a respiração, o resto da prática muitas vezes se torna mais sereno também.

Pratyahara — retirada dos sentidos

Pratyahara, o quinto membro, é a prática de voltar os sentidos para dentro, afastando-os do constante puxão do mundo. Trata-se de afrouxar o domínio da distração e voltar a atenção para a paisagem interior.

Existem várias formas de praticar Pratyahara, incluindo:

  • Olhar suavemente para um único ponto (Trataka). Descansar os olhos num objeto — classicamente uma única chama de vela para observar — para reunir a mente e deixar as distrações caírem.
  • Fechar os olhos e seguir a respiração. Uma prática simples que ancora a atenção para dentro e cultiva a consciência interior.
  • Deixar ir o som externo. Praticar num local silencioso, ou usar tampões para os ouvidos, para suavizar o ruído exterior.

Pratyahara é um limiar natural no caminho — prepara o caminho para a quietude mais profunda que se segue. Algumas pessoas gostam de marcar esse limiar com incenso para assinalar o início da prática, um pequeno sinal de que este tempo está reservado.

Dharana — concentração

Dharana, o sexto membro, é a concentração focada: dirigir a atenção para um único ponto — a respiração, um mantra, um objeto — e mantê-la lá.

Dharana treina a mente para permanecer e resistir à deriva da distração. Essa estabilidade é o que torna possível uma meditação mais profunda. Existem várias formas de praticá-la, incluindo:

  • Repetir um mantra. Repetir silenciosamente ou em voz alta uma palavra ou frase — 'Om', ou uma afirmação pessoal. Um japa mala para acompanhar o mantra dá às mãos algo para fazer enquanto a mente permanece com o som.
  • Seguir a respiração. Observar o seu fluxo natural sem tentar moldá-lo.
  • Segurar uma imagem. Descansar a mente numa imagem mental — uma flor, um símbolo, um mandala.

Dhyana — meditação

Dhyana, o sétimo membro, é a absorção meditativa tranquila. Aqui a mente torna-se focada sem esforço, e o murmúrio dos pensamentos e preocupações começa a diminuir.

Dhyana é frequentemente simplesmente chamado de 'meditação' no Ocidente, mas a tradição significa mais do que sentar-se em silêncio. Descreve um estado de atenção tranquila e concentrada em que o habitual sentido de um eu separado se torna ténue. Muitos praticantes acham que o som para acalmar a mente antes da meditação ajuda na transição — o tom constante de uma taça tibetana tocada no início e no final da sessão dá à prática uma clareza especial.

Uma cena ilustrada do sábio Patanjali e um antigo manuscrito em folha de palmeira, evocando a codificação dos oito membros do yoga nos Yoga Sutras
Uma cena ilustrada do sábio Patanjali e um antigo manuscrito em folha de palmeira, evocando a codificação dos oito membros do yoga nos Yoga Sutras
Uma ilustração serena do Samadhi, o oitavo membro do yoga, mostrando uma figura a meditar que se dissolve numa luz suave como símbolo de união interior e quietude
Uma ilustração serena do Samadhi, o oitavo membro do yoga, mostrando uma figura a meditar que se dissolve numa luz suave como símbolo de união interior e quietude
Um tapete de yoga aberto com uma sequência fluida de posturas, ilustrando a prática disciplinada de vinyasa do Ashtanga yoga
Um tapete de yoga aberto com uma sequência fluida de posturas, ilustrando a prática disciplinada de vinyasa do Ashtanga yoga

Existem muitas formas de abordar o Dhyana, todas com o objetivo comum de aquietar a mente. Algumas práticas comuns incluem:

  • Meditação Transcendental (MT). Repetir silenciosamente um mantra para acalmar além do pensamento superficial.
  • Vipassana (meditação de insight). Observar pensamentos, sensações e emoções à medida que surgem e passam, sem julgamento.
  • Zazen (meditação Zen). Sentar em silêncio, repousando na respiração ou simplesmente no momento presente.

Samadhi — absorção

Samadhi, o oitavo membro, é aquele para o qual o caminho se dirige. No quadro de Patanjali, é descrito como uma absorção profunda em que a sensação de separação entre o eu e o resto se dissolve, e o praticante repousa numa quietude profunda e espaçosa.

A tradição sustenta que o Samadhi não pode ser forçado pelo esforço ou pela força de vontade. Fala-se dele como algo que amadurece gradualmente, fruto de anos de prática paciente — não é algo que se agarra, mas que se permite.

Uma ilustração serena do Samadhi, o oitavo membro do yoga, mostrando uma figura a meditar que se dissolve numa luz suave como símbolo de união interior e quietude

O propósito dos oito membros

Na tradição, os oito membros conduzem ao Samadhi — mas a própria jornada é a transformação. Yama e Niyama estabelecem uma base de conduta correta e autodisciplina. Asana (posturas) e Pranayama (prática da respiração) preparam o corpo e a mente para a meditação sentada. Pratyahara (retirada dos sentidos), Dharana (concentração) e Dhyana (meditação) refinam a atenção e conduzem-na à quietude interior.

As práticas do Ashtanga Yoga

Ashtanga Yoga, uma forma vigorosa e estruturada de prática, baseia-se nos ensinamentos de Sri K. Pattabhi Jois. Segue uma sequência fixa de posturas (asanas) numa ordem determinada, cada uma ligada à respiração (vinyasa). Existem várias séries, aumentando em dificuldade; as primeiras são as mais praticadas:

  • Série Primária (Yoga Chikitsa). A sequência fundamental — os praticantes descrevem-na como purificadora e enraizadora, sendo adequada para iniciantes.
  • Série Intermédia (Nadi Shodhana). Baseada na Série Primária, com posturas mais exigentes e torções mais profundas que se diz atuarem nos canais de energia (nadis).
  • Série Avançada (Sthira Bhaga), tradicionalmente Avançado A e B (mais tarde expandida para A–D). Estas exigem considerável força e flexibilidade, e são tentadas apenas por praticantes experientes sob a orientação de um professor qualificado.

O Ashtanga Yoga recompensa uma prática constante e regular. Os praticantes normalmente permanecem numa série durante bastante tempo antes de avançar — e a repetição é o objetivo, construindo força e flexibilidade juntamente com foco e disciplina.

Um tapete de yoga aberto com uma sequência fluida de posturas, ilustrando a prática disciplinada de vinyasa do Ashtanga yoga

Porque praticar os oito membros?

Os oito membros oferecem um caminho para uma vida com um pouco mais de paz, clareza e autoconhecimento. Mas por que partir para ele? A tradição aponta para o que a prática pode trazer silenciosamente ao corpo, mente e espírito.

Voltando para nós mesmos

No Sutra 2.28, Patanjali oferece isto:

Yoga anga anushtanat ashuddhi kshaye jnana diptir aviveka khyateh (2.28). Pela prática sustentada dos oito membros do yoga, as impurezas são desgastadas, e a luz da sabedoria e do discernimento brilha.

À medida que os oito membros se entrelaçam numa vida, tornam-se uma ferramenta para a autoexploração. Eles desgastam suavemente as 'impurezas' — os pensamentos cansados, hábitos e padrões que nos turvam — para que a 'luz da sabedoria' tenha espaço para emergir, e algo mais honesto possa ser visto.

Uma abordagem integral

Enquanto algumas práticas cuidam apenas do corpo, ou apenas da mente, os oito membros mantêm todas as partes unidas. Não são passos separados, mas práticas interligadas que funcionam como uma só:

  • Princípios éticos (Yama e Niyama) formam a base da conduta correta e da autodisciplina.
  • Posturas (Asana) e prática da respiração (Pranayama) preparam o corpo e a mente para a meditação.
  • Retirada dos sentidos (Pratyahara), concentração (Dharana) e meditação (Dhyana) refinam a atenção e conduzem à quietude interior.

Uma prática que se desdobra

Os oito membros não são uma solução rápida, mas uma prática que amadurece com o tempo. Com paciência, os praticantes descrevem uma série de mudanças:

  • Fisicamente. Maior força, flexibilidade e uma sensação equilibrada de bem-estar.
  • Mentalmente. Foco mais aguçado, menos stress, emoções mais estáveis.
  • Espiritualmente. Uma consciência mais profunda de si, uma ligação mais próxima ao presente e um sentido renovado de propósito.

O presente interior

Os oito membros são por vezes comparados às pernas de uma cadeira — cada uma a suportar o todo. Praticados em conjunto, criam uma sinergia tranquila. Como diz Gurudev Sri Sri Ravi Shankar:

O yoga tem oito membros como uma cadeira que tem quatro pernas. Por isso, se puxar uma, tudo o resto vem. [...] Quando o corpo está a desenvolver-se, o corpo todo se desenvolve em conjunto. É por isso que Patanjali diz que estes são todos os membros do yoga (não passos do yoga).

Um pensamento final

O yoga oferece um caminho muito mais amplo do que as suas posturas. Os oito membros, como Patanjali os definiu, oferecem uma estrutura completa para a autodescoberta — ética, disciplina, respiração e quietude, entrelaçados. Praticados ao longo do tempo, convidam a um pouco mais de paz, clareza e conexão num dia comum. Se o caminho o atrair, pode explorar o mundo mais vasto das ferramentas conscientes e espirituais que cresceram à sua volta.

Onde quer que esteja nela, que a sua prática se mantenha uma jornada tranquila de aprendizagem, crescimento e retorno.

bom saber

Perguntas e respostas

Do I have to practise the eight limbs in order, one after another?
No. It is a common misreading. Patanjali calls them limbs, not steps or rungs — and a body grows all its parts together. You needn't perfect Yama before you are allowed to sit on a cushion, and asana practice quietly deepens your ethics in return. Most people work on several at once: a little breath work in the morning, a steadier word kept through the day, a few minutes of stillness at night. Think of it as a framework to return to, not a ladder to climb.
I only come to yoga for the postures. Am I missing the point?
Not at all — asana is a real and worthwhile door, and for many people it is the first one. The eight limbs simply suggest there are seven more rooms beyond it. Asana means seat: the postures were partly meant to make the body steady and comfortable enough to sit. If the physical practice is all you want for now, that is genuinely enough. The other limbs will be there if and when curiosity opens them. There is no rush, and no exam.
What is a simple way to begin practising the eighth-limb path at home?
Start small and concrete. Choose one breath practice — even a slow, even inhale and exhale through the nose for a few minutes — and one quiet observance, such as a single honest word kept through the day (satya) or a tidy, calm corner to sit in (saucha). Many people find a fixed spot helps: a mat, a cushion, perhaps a candle or a stick of incense to mark that this time is set apart. The point isn't the objects; it's the return. Same place, same few minutes, most days.
What is Trataka, the candle-gazing the article mentions?
Trataka is a Pratyahara and concentration practice of softly fixing your gaze on a single point — classically a steady candle flame, sometimes a mandala or a dot. You watch without straining, let the eyes rest, and when the mind wanders you bring it gently back. It is one traditional way to draw the senses inward and settle attention before meditation. Practise in a calm, draught-free spot, keep the flame at eye level, and stop if your eyes feel tired — it is a focusing aid, not an endurance test.
How are mala beads used for the mantra repetition described under Dharana?
A japa mala has 108 beads and a larger guru bead. You hold it in one hand and move from bead to bead with each repetition of your chosen sound or phrase — "Om" or a personal affirmation — so the hands keep gentle time while the mind stays with the mantra. When you reach the guru bead, you've completed a round; you turn the mala rather than cross it, and begin again if you wish. The beads simply give attention something to lean on, so concentration (Dharana) has fewer places to drift.
Is yoga a religion, and do I need to believe in anything to practise it?
Patanjali's system is a philosophy of self-awareness and disciplined attention, drawn from the Indian tradition, rather than a creed you must sign up to. The limbs are presented here as cultural and historical context, not as a doctrine to adopt. Practitioners of many faiths and none work with the breath, the postures, and the stillness. "Surrender to the divine" (Ishvara Pranidhana) is interpreted broadly — as a higher power, a deeper purpose, or simply letting go of the need to control. You bring your own meaning; the practice holds the space.
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